Reciclagem de Polipropileno para Indústria
Automotiva
Atualmente, a indústria automotiva responde por uma grande parte do mercado de consumo de
plásticos, por isso existe um crescente interesse no investimento em processos
de reciclagem, inclusive devido à vinculação às atividades relacionadas à
proteção ambiental.
O aumento do custo das resinas plásticas, pressionado pelas flutuações
do preço do petróleo no mercado internacional, tem estimulado as pesquisas em
reciclagem de polímeros. Normalmente, o preço do plástico reciclado é 40% mais
baixo do que o da resina virgem. Portanto, a substituição da resina virgem pela
reciclada traz benefícios de redução de custo e aumento da competitividade,
além de auxiliar na preservação ambiental.
A reciclagem é essencial para a reutilização dos recursos aplicados
durante a vida útil de um automóvel e existe um crescente interesse da
indústria automotiva nas atividades relacionadas à proteção ambiental.
Os pára-choques, dentre as peças automotivas, são relativamente fáceis
de serem reciclados devido às suas dimensões e por constituírem, geralmente, de
um único material, o polipropileno (PP). A maioria dos pára-choques é pintado
para melhorar a sua aparência e a sua resistência ao ataque químico do
ambiente. Pedaços de tinta se misturam aos produtos reciclados prejudicando as
propriedades físicas, mecânicas e a qualidade superficial das peças.
Na indústria de fabricação de pára-choque, é comum a utilização de uma
porcentagem de até 10% de material reciclado, misturado ao virgem. Este limite
de reciclado é permitido pelos compradores que alegam não interferir nas
propriedades mecânicas exigidas em normas específicas adotadas pelas empresas.
Ensaio de impacto confirmou a
fragilização do PP, principalmente com misturas acima de 30% de reciclado,
embora o valor de resistência ao impacto com misturas de até 50% de reciclado
tenha atingido as exigências dos fabricantes de pára-choques.
Uma mistura de 30%
de reciclado no PP virgem apresenta as propriedades mecânicas estudadas
satisfatórias para aplicação em pára-choques. Esta mistura também apresenta bom
desempenho durante o processo de injeção, cujos parâmetros são mantidos em
relação à injeção do material virgem não sendo identificado nenhum defeito nas peças injetadas com esta
mistura.
Testes realizados
em laboratório, apresentaram resultados que
mostram a deterioração brusca das propriedades mecânicas a partir da
mistura com 50% de reciclado. Dessa
forma, os resultados indicam a necessidade de novos estudos e repetição de
testes desenvolvidos para faixas mais
estreitas para misturas entre 30 e 50% de reciclado.
Referências
bibliográficas:
FERNANDES, B.L, DOMINGUES, A. J., Caracterização mecânica de polipropileno reciclado para a indústria
automotiva. Polímeros , vol.17, n.2, 2007.
Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-14282007000200005&lng=pt&nrm=iso
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