terça-feira, 20 de novembro de 2012

Reciclagem-Texto 2



Resíduos de fibras vegetais para obtenção de material de construção

Um material deixa de ser resíduo pela sua valorização como matéria-prima, para a produção de novos produtos; neste caso, o resíduo passa a ser tratado como subproduto do processo produtivo.
 Em países tropicais, os resíduos gerados pela agroindústria da fibra vegetal podem constituir importante fonte de matéria-prima para a produção de componentes construtivos, dependendo das quantidades disponíveis e da dispersão geográfica, haja vista os custos de coleta e transporte.
Alguns pesquisadores relatam diversas experiências realizadas no Brasil sobre o uso de matrizes à base de cimento reforçado com fibras naturais,  para produção de componentes construtivos, como telhas, painéis de vedação vertical, caixas d'água e pias de cozinha.
 Em todo o mundo, esses fibrocimentos alternativos já fazem parte de programas de transferência tecnológica, especialmente no que se refere a sistemas de cobertura de baixo custo.  Iniciativas dessa natureza encontram grande interesse econômico e ambiental, nas situações direcionadas à construção rural e ao aproveitamento de resíduos. Porém, muitos estudos ainda são necessários, tanto para caracterização da matéria-prima fibrosa, como no desenvolvimento de novos produtos e métodos de produção.
Estudos realizados para avaliações de disponibilidade e dispersão geográfica permitiram a escolha de alguns resíduos com maior potencial de aproveitamento na construção civil, a preços bem inferiores aos de outras fibras substitutas. Esses resíduos pré-selecionados foram sisal bucha de campo, sisal bucha de "baler twine", coco pó residual, rejeito de polpa de eucalipto, banana e malva tipo 4.
Além disso, ganha-se com a menor poluição ambiental, maior receita para o setor produtivo e utilização de fibras consideradas não nocivas à saúde do trabalhador da indústria da construção civil.
Sisal: Os resíduos mais abundantes acontecem no desfibramento; cada tonelada de fibra verde (antes da secagem), a ser comercializada, dá origem a três toneladas de bucha, assim chamada a fibra de menor comprimento, que se concentra na base da folha do sisal.
Coco: A agroindústria brasileira dessa fibra pode originar fibras de 1 a 3 cm (comprimento considerado ideal para reforço de matrizes cimentícias) hoje pouco direcionadas a outras aplicações.
Algodão e polpa de celulose de eucalipto: As fibras-resíduo são bastante curtas (comprimento inferior a 5 mm), o que as direciona para reforço de pastas;
Banana: Fibras de excelente qualidade e regiões geradoras relativamente próximas de grandes centros populacionais, no sul e sudeste do país; no entanto, a fibra ainda não é extraída do pseudocaule, em escala comercial, o que indica que sua utilização, para reforço de componentes construtivos, é viável apenas a médio prazo.
Outros resíduos de interesse para a construção civil, denominados refugo, bucha branca e fibras curtas, são aqueles resultantes do beneficiamento e da produção de fios e cordas: trata-se de fibras de diversos comprimentos, quase isentas de pó, sem tratamento químico e consideradas subprodutos, em decorrência do baixo valor de mercado.
Entre os resíduos selecionados com maior potencial de aproveitamento na  construção civil, a preços bem inferiores aos de outras fibras substitutas destacam-se: sisal,  coco pó residual, rejeito de polpa de eucalipto e banana.
Além do potencial de aproveitamento, ganha-se com a menor poluição ambiental, maior receita para o setor produtivo e utilização de fibras consideradas não nocivas à saúde do trabalhador da indústria da construção civil.
Estudos futuros serão necessários para melhoria do desempenho mecânico dos componentes, porém deverá ser mantido o compromisso de baixo custo de produção.



Referências bibliográficas:

SAVASTANO, J, HOLMER e  PIMENTEL, L. Viabilidade do aproveitamento de resíduos de fibras vegetais para fins de obtenção de material de construção. Revista brasileira de engenharia ambiental.  2000, vol.4, n.1.
Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-43662000000100019&lng=pt&nrm=iso>.


Grupo:
            Lucas Köpke – Nº 25
            Rubens Neto – Nº 35
            Felipe – Nº

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